segunda-feira, 1 de junho de 2009

Espiritismo e política partidária

O espiritismo não precisa de representantes oficiais nos palanques eleitorais, nem nas casas legislativas e nos governos. Mas, ele deve formar cidadãs / cidadãos espíritas comprometidos com o bem para atuar melhor na sociedade, contribuindo na melhorar das condições de vida do espírito encarnado, independente de religião, de bandeira social ou política.
É importante esclarecer que as pessoas espíritas que tem aptidão e predisposição para atuar na política partidária, não devem ser descriminadas ou cognominadas como obsediadas ou que estão acompanhadas do velho demônio como infelizmente ocorre. A pessoa que vive ou deseja tal experiência, merece o nosso respeito e apoio. Disse Jesus: "Não julgueis".
O espírita nessa condição deve atuar na política com maior responsabilidade de causa por conhecer os fundamentos da Vida Maior, esclarecidos nos postulados kardecista e resumidos nos seus princípios básicos.
Em nenhum momento devemos trazer a política partidária para dentro das "Casas Espíritas", mas, na condição de espírita cidadã/cidadão defendendo uma candidatura, naturalmente oferece o seu nome como alternativa de escolha aos conhecidos e também companheiros de fé.
Não esqueçamos de que nos períodos de renovar a direção das "Casas Espíritas", como instituição social de personalidade jurídica, o ato em que se convidam, necessariamente o corpo de associados, é um ato político que revela democracia, oportuniza a todos a possibilidade de participar da administração da instituição onde atua.
Não podemos permitir o que muitas vezes acontece dentro de algumas "Casas Espíritas" espalhadas pelo nosso Brasil, onde disputas políticas ferrenhas por cargos ou posição de destaque na administração ocorre, e, isso, não se fala quando, principalmente, ocorre entre pessoas influentes do Movimento Espírita.
Não devemos ser preconceituosos, mas, devemos melhor nos preparar para viver com justiça, equilíbrio, seriedade, respeito, equidade... enquanto espíritos encarnados.
Muitas vezes somos omissos quando devemos atuar na defesa dos fracos ou oprimidos . Enquanto estamos discutindo isso ou aquilo, pessoas estão sendo agredidas, massacradas, assaltadas e até mortas... e, só sentimos que a situação é grave quando ocorre com pessoas da nossa família ou próximas de nós. Atuamos pouco nos movimentos sociais que estão avançando na sociedade humana com resultados excelentes. Outras agremiações religiosas desenvolvem ações avançadas até em presídios, resgatando pessoas visivelmente, e, nós espíritas estamos calmos e às vezes cometendo equívocos ou criticando.
Devemos tratar a todas/todos, com amor e sem preconceitos para colaborarmos na formação de uma humanidade melhor, hoje!

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