Nós e o Haiti
No Livro dos Espíritos, livro terceiro das leis morais, capítulo VI, Allan Kardec, teceu várias perguntas sobre uma das muitas Leis Divina ou Naturais, a Lei de Destruição: destruição necessária e destruição abusiva, flagelos destruidores, guerras, homicídio, crueldade, duelo e pena de morte. A situação do Haiti se enquadra no subtítulo, Flagelos Destruidores.
Outra Lei Natural, A Lei de Causa e Efeito ou de Ação e Reação, que rege a Vida no universo e na Terra também é motivo de estudo no mesmo livro. O Espiritismo ensina que as pessoas sofrem, tem vida difícil, um pouco de felicidades ou facilidades devido a méritos obtidos em existência anterior a existência atual, ou seja, em outras vidas, e nos agregamos em famílias, grupos, formando parcerias de amizades ou de acasalamento, de acordo as afinidades que nos une, ou, nos distanciamos devido às antipatias que seguem a mesma lógica da anterior.
Os povos se formam por necessidades e compromissos evolutivos, e, por isso, necessariamente todos nós precisamos uns dos outros.
Existem países em que seus habitantes, mais estimulados com a evolução, transcenderam muitas etapas de atraso e atingiram o progresso mais rápido e constituem países chamados de “sociedade de primeiro mundo”, que estimulam outros povos e países, também a progredirem.
Contudo, em muitos desses países, falta ainda atingir o progresso moral que em muitos casos não acompanha o intelectual. O sucesso ou insucesso de uma nação, está regido pelos efeitos da Lei de Causa e Efeito, devido as ações praticadas por seus habitantes conforme descrevemos acima. Mas, como Deus é amor, Ele nos impõe um desafio: “O de amarmos uns aos outros”!
Para tanto, Ele enviou Jesus para nos ensinar, a vencer os constantes desafios pelos quais passamos, testes da nossa capacidade de crescimento e superação.
Com certeza entre o povo haitiano, existe influencias da Lei de Causa e Efeito devido a natureza dos espíritos ali encarnados/encarnadas. O povo haitiano precisa da compreensão e ajuda de nós espíritas!
Historicamente no Haiti, o seu povo deu exemplo de coragem e superação do perverso cativeiro, obteve a liberdade, realizando em 1804 a sua independência, a 1ª das Américas, libertando-se do jugo escravagista, autoritário e injusto imposto pelo antigo colonizador francês de produzir açúcar e café, pela mão de obra gratuita do povo negro trazido a força da África.
Com a independência, o Haiti tornou-se terra arrasada, pobre, sem tecnologia, sem relações comerciais, sem educação, algum tipo de apoio governamental, de qualquer país que se solidarizasse com a sua situação. O Haiti sempre sofreu com intervenções externas, desde as intervenções napoleônicas, ditaduras e ingerências de superpotências que lhe travaram o desenvolvimento ao longo dos séculos.
Não direi simplesmente que o povo haitiano sofre de “carma”, mas, sejamos justo na nossa avaliação: “Se o terremoto acontecesse num país rico, não teria tantos mortos”. Mas, por ser no Haiti, de precária condição econômica e ambiental, aparece o estigma da raça negra sempre perseguida e desprestigiada.
Quando o furacão “Catrina”, devastou a costa leste dos Estados Unidos, em Nova Orleans, região predominantemente habitada pela população negra, o mundo viu o tratamento que lhes foi dado pelo próprio governo americano.
A região do caribe é um local propenso a terremotos e furacões, e no recente cataclismo que sofreu, o epicentro do terremoto, foi na ilha de São Domingos, que se subdivide em dois países, sendo o Haiti, o país mais pobre, que paga o preço de ter assustado o mundo fazendo a 1ª revolta por um povo negro que tornou o país independente.
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