quinta-feira, 3 de março de 2011

Refetindo o carnaval

Estamos oficialmente, vivendo mais um período de carnaval no mundo. O da nossa cidade do Salvador, até agora é o maior do mundo segundo o livro Guinness Book.

Existem pessoas que independente de serem religiosas ou não, classificam-no, como festa diabólica. Sabemos que nesse período, estão afloradas as desinibições na festa que significa: "Adeus carne", ou no latim, "Carnem levare" ou "currus navalis", e suas várias expressões: "retirar a carne", "privação da carne" e outras mais, da festa que era regada a vinho e dedicada ao deus "Baco" e ao deus "Saturno", daí as expressões: "bacanais" e "saturnais", romanas que veio para o Brasil com os portugueses, passando a ser chamado de "entrudo", festa que antecedo os 40 dias da quaresma.

Hoje, o carnaval tem outra cultura, outros valores e continua oportunizando a expressãa popular, como uma festa aberta e livre ao povo, é natural, devido aos desejos das pessoas de más condutas e intenções, independente de classes sociais ou intelecutais, a ocorrência de atos de violencias, sexo, bebedeiras, drogas, crimes e outras coisas mais.

Porém, muitos, só falam do negativo. Será que não existem atos positivos no carnaval? Será que nele não estão envolvida pessoas boas e respeitáveis? será que os que não gostam de carnaval, ainda que religiosos, não estão tendo atitudes preconceituosas que tanto Jesus condenou e estamos combatendo por ser injusto com a criatura humana?

Eu sou religioso, sou espírita, gosto do carnaval, mas, não morro de amores por ele e vejo-o simplesmente, como uma das formas de expressão do comportamento humano, na atualidade do seu estágio evolutivo-moral.

Ele sempre dividiu as pessoas, entre as que gostam e as que não gostam, como em tudo na vida. Entre os que não gostam, a campanha é forte e pesada, denominando-o de diabólico, demoníaco e outras variações, no entanto, as graves ocorrências nas comunidades, parecem que só acontecem nesse período, e, nos outros dias ficam invisíveis? É claro que não!

De janeiro para cá, em cada final de semana ocorreram em média, 13, 15, 26 ou mais, homicídios e mortes no trânsito, somente em Salvador e Região Metropolitana, não falo de Brasil, pois, não deveria ocorrer nem 1 homicídio.

Só no último final de semana, nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, foram 24 assassinatos. Em 2009, chegamos a não ter nenhum homicídio ligado ao carnaval, segundo a Secretaria de Segurança Pública, e, não se trata de esconder os números, pois, hoje é um pouco mais difícil com os olhos e as lentes da imprensa mundial olhando para nós.

Gente, o carnaval ocorre apenas uma vez no ano, durante seis dias, e os assasinatos ocorrem todos os dias, durante os 7 dias, de cada semana dos doze meses do ano.

Portanto, diante dessas considerações, convido-lhes a reflexão, de que não se deve associar o crime, o sexo, as drogas, as obsessões e outras práticas negativas, oriundas do comportamento humano, ao carnaval para não ser injusto, injusta.

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