A cidade do Salvador, é possuidora da maior população negra no Brasil, nos quadros do funcionalismo público municipal, a presença de negras e negros é significativa e principalmente entre as categorias menos qualificadas educacional e profisionalmente, com isso, o número dos que ocupam postos de chefia ou cargos comissionados é infimo.
Isto revela, o quanto ainda se discrimina a raça negra no funcionalismo público municipal. Se pertuntarmos por quais motivos isso acontece, as respostas são diversas: influencia de QI (o popular "quem indicou"), falam de educação e qualificação precárias, não acreditam na pessoa ocupando cargo de comando e direção, não levam em consideração as experiências funcionais, tempo de trabalho e cumprimento de serviços, nível de interesse..., enfim, na hora da escolha, a cor da pele é forte, discrimina-se sem perceber, e, nomeia-se a pessoa que é bonitinha, que é gente boa, a que faz as vontades e caprichos dos superiores e por ai vai.
A Prefeitura do Salvador, possuidora de uma Secretaria Municipal da Reparação a SEMUR, responsável pelo Programa de Combate ao Racismo Institucional - PCRI, em vigor, mas, ainda incipiente e sem expressão por falta de apoio político para melhor cumprir a sua função pelo qual existe, que é de preparar gestores para igualdade racial destruindo barreiras e facilitando à pessoa afrodescendente chegar aos mais altos cargos da administração pública municipal.
Acredito que a partir de agora com a aprovação dessa Lei de política afirmativa o município de Salvador, fará justiça a sua população e ao seu valoroso funcionalismo.
Comento por vivência e experiência própria.
Estejamos em atenção!
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